Encontros discutem escolarização na área rural

A educação no campo enfrenta grandes desafios. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2007, revelam que a escolaridade média da população rural acima de 15 anos corresponde quase à metade (4 anos) da população urbana (7,3 anos). Dois encontros nacionais serão sediados pela Universidade de Brasília (UnB), entre os dias 6 e 8 de agosto, para debater essa realidade e discutir pesquisas que podem melhorar o nível educacional das pessoas que vivem em áreas rurais.

Adital

A educação no campo enfrenta grandes desafios. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2007, revelam que a escolaridade média da população rural acima de 15 anos corresponde quase à metade (4 anos) da população urbana (7,3 anos). Dois encontros nacionais serão sediados pela Universidade de Brasília (UnB), entre os dias 6 e 8 de agosto, para debater essa realidade e discutir pesquisas que podem melhorar o nível educacional das pessoas que vivem em áreas rurais.

O II Encontro Nacional de Pesquisa em Educação do Campo, e o II Seminário sobre Educação Superior e Políticas para o Desenvolvimento do Campo Brasileiro, ocorrem no Centro de Excelência em Turismo (CET), no campus do Plano Piloto. Os eventos integram as atividades do projeto Observatório da Educação do Campo. Nos dois seminários, pesquisadores, educadores, representantes de órgãos públicos e de movimentos sociais vão divulgar experiências concretas, em andamento ou concluídas, sobre a educação no campo.

"Os índices de escolaridade no campo são muito baixos e isso tudo impacta no nível de desenvolvimento dessas regiões", avalia a coordenadora-geral dos encontros e pesquisadora do Observatório da Educação do Campo, professora Mônica Molina. Segundo ela, a média histórica para a elevação de um ano na escolaridade da população é de 10 anos. Isso implica dizer que, para a população rural alcançar o patamar de 7,3 anos de escolaridade, índice igual ao dos habitantes de áreas urbanas, serão necessários cerca de 30 anos, no ritmo atual.

Outro problema está na oferta de algumas séries do Ensino Fundamental e do Médio. Nas 8.679 áreas da reforma agrária no Brasil, 75% oferecem ensino de 1º a 4º série, mas apenas 25% oferecem turmas de 5ª a 8ª. E só 4% oferecem as séries do Ensino Médio. "O Estado não está presente nessas áreas. É preciso garantir a oferta da escolarização para essas pessoas na época adequada", afirma Molina.

Ensino Superior

O ensino superior no espaço rural também será abordado durante os seminários. "Vamos debater as mudanças e o que os cursos superiores no campo estão desencadeando", adianta a coordenadora-geral. Nesse sentido, serão discutidos trabalhos realizados pelo Observatório da Educação do Campo – projeto criado a partir de seleção pelo programa do Observatório da Educação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Inep. Sua meta é estudar políticas de educação superior desenvolvidas pelas universidades, direcionadas aos grupos sociais rurais, e produzir subsídios para a formulação de políticas públicas para a promoção do desenvolvimento sustentável do campo.

Mostra

Como parte da programação dos encontros nacionais, serão exibidos documentários que fazem parte do projeto Trabalho e Mudanças Sociais, desenvolvido pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No dia 7, à noite, a organização apresenta o documentário 10 anos do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) e promove o lançamento de oito publicações sobre educação no campo, produzidas por várias universidades.

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